Ferramentas · As contas do assessor
Quanto preciso para viver de renda?
Você diz a renda que quer receber; a conta devolve o patrimônio e o aporte necessários.
Patrimônio necessário
R$ 2.112.817,08
para receber R$ 10.000 por mês durante 30 anos, em valores de hoje
Aporte mensal necessário
R$ 3.890,21
por 25 anos, além do que você já tem
Juro real necessário
7,86% a.a.
se você aportar R$ 2.000 por mês
Renda vitalícia exigiria
R$ 3.054.611
patrimônio para viver só dos juros, sem consumir o principal
Acumular e depois consumir
25 anos juntando, 30 anos recebendo · 4,00% real ao ano
Aviso legal: A renda e o patrimônio estão em valores de hoje, e a taxa é o juro real — acima da inflação. O cálculo não considera imposto de renda, INSS, outras fontes de aposentadoria nem mudanças no custo de vida. Simulação de caráter educacional, baseada nas premissas informadas por você. Não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. A Aplicação Certa atua como assessoria de investimentos nos termos da Resolução CVM 178.
Como funciona essa conta
Por que a conta é feita ao contrário
A pergunta que quase todo mundo faz é "quanto o meu dinheiro vira em vinte anos". É a pergunta errada, porque a resposta não decide nada. A pergunta que decide é a inversa: qual é a renda mensal que eu quero receber sem trabalhar, e quanto patrimônio isso exige.
Partindo da renda, o cálculo devolve três números acionáveis de uma vez: o patrimônio-alvo, o aporte mensal necessário para chegar lá no prazo que você tem, e a rentabilidade real que seria exigida se você só conseguir aportar o que consegue hoje. É a diferença entre um número bonito e um plano.
Tudo em valores de hoje, e por quê
A simulação trabalha com juro real — o rendimento acima da inflação — e com a renda em poder de compra de hoje. Isso é deliberado. Uma projeção nominal devolve números enormes e inúteis: R$ 30 mil por mês daqui a 30 anos não compram o que R$ 30 mil compram hoje, e planejar com o número nominal é planejar para uma renda que não existe.
Um juro real de 4% ao ano é uma premissa conservadora e defensável para uma carteira diversificada de longo prazo no Brasil. Você pode ajustá-la em "Ajustar premissas" — e vale testar cenários mais pessimistas antes de tomar qualquer decisão irreversível.
Consumir o principal ou viver só dos juros
Há duas formas de viver de renda, e elas exigem patrimônios muito diferentes. Na primeira, você define por quantos anos quer receber a renda e consome o patrimônio ao longo desse período — no fim, o saldo é zero. Na segunda, você vive apenas do rendimento e o principal fica intacto, para sempre e para os herdeiros.
A renda vitalícia costuma exigir de 30% a 60% mais patrimônio que a versão com prazo definido, dependendo do horizonte. O simulador mostra os dois números lado a lado, porque a escolha entre eles é de projeto de vida, não de planilha.
O que a conta não considera
A simulação é intencionalmente simples, e isso tem custo. Ela não considera imposto de renda sobre o rendimento na fase de retirada, INSS, outras fontes de aposentadoria, herança, custos de saúde crescentes com a idade, nem sequência de retornos — o risco de um mercado ruim logo nos primeiros anos de retirada, que é maior do que a média sugere.
Cada um desses itens empurra o patrimônio necessário para cima. Trate o resultado como piso, não como meta.
Conteúdo e premissas revisados em .
Perguntas frequentes
Quanto preciso ter para viver de renda?
Depende da renda que você quer e de por quanto tempo. Como regra de ordem de grandeza, com juro real de 4% ao ano, cada R$ 1.000 de renda mensal vitalícia exige cerca de R$ 300 mil de patrimônio. Para uma renda de R$ 10 mil por mês, portanto, algo em torno de R$ 3 milhões — menos se você aceitar consumir o principal ao longo de um prazo definido.
Quanto rende 1 milhão de reais por mês?
Com juro real de 4% ao ano, R$ 1 milhão gera cerca de R$ 3.270 por mês em poder de compra de hoje, sem consumir o principal. Em termos nominais o número parece bem maior, mas a diferença é inflação: se você retirar todo o rendimento nominal, o seu patrimônio perde poder de compra ano após ano.
Qual juro real usar na simulação?
Entre 3% e 5% ao ano é a faixa razoável para uma carteira diversificada de longo prazo no Brasil. Acima de 6% real ao ano é otimismo que exige justificativa. Vale rodar a conta com 3% para ver o quanto o plano aguenta um cenário pior.
Qual a diferença entre viver de renda e se aposentar?
Aposentadoria é um evento previdenciário, com idade e tempo de contribuição. Viver de renda é uma condição patrimonial: seu patrimônio gera o suficiente para cobrir seu custo de vida, independentemente da idade. Dá para viver de renda aos 40 e para se aposentar aos 65 sem viver de renda.
Devo contar com o INSS no meu planejamento?
Conte, mas com margem. O teto do INSS cobre uma fração pequena do padrão de vida de quem tem patrimônio relevante, e as regras mudam com frequência. O caminho seguro é dimensionar o patrimônio para cobrir o custo de vida sozinho e tratar o INSS como folga, não como base.
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As três perguntas que costumam vir logo depois desta.
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