Ferramentas · As contas do assessor

Quanto custa a sua assessoria comissionada?

A comissão embutida não sai da sua conta — ela fica dentro do produto. Esta conta traz o número para fora.

R$ 1.000.000
R$ 50 milR$ 20 mi
30%
0%100%
15%
0%100%
10%
0%100%
25%
0%100%
10%
0%100%

Comissão embutida por ano

R$ 9.100

0,91% ao ano sobre R$ 1.000.000 — sem aparecer no extrato

Custo real em 10 anos

R$ 245.912

comissão paga + o rendimento que ela deixou de gerar

No fee fixo de 1,00%

R$ 268.930

R$ 10.000 por ano, cobrados de forma visível

Diferença entre os dois

R$ 23.018

a mais no fee fixo — nesta carteira, o comissionado sai mais barato

O mesmo dinheiro, três modelos de custo

R$ 1.000.000 a 11,0% bruto ao ano, por 10 anos

De onde sai a comissão

10% da carteira em Tesouro Direto e caixa, onde a comissão embutida é próxima de zero

ClasseAlocadoCusto a.a.Comissão por ano
Fundos de investimentorebate da taxa de administraçãoR$ 300.0001,0%R$ 3.000
Previdência privadataxa de administração e carregamentoR$ 150.0001,0%R$ 1.500
COE e estruturadasspread de estruturação diluído no prazoR$ 100.0002,0%R$ 2.000
Renda fixa no secundáriospread entre a taxa da mesa e a suaR$ 250.0000,8%R$ 2.000
Renda variável e listadoscorretagem e giro da carteiraR$ 100.0000,6%R$ 600

Aviso legal: Os custos por classe são estimativas de mercado, não os custos do seu contrato — cada distribuidor, produto e gestora tem os seus, e todos podem ser ajustados em “Ajustar premissas”. Para saber o número exato da sua carteira, peça ao seu assessor o extrato de taxas e a lâmina de cada produto. Simulação de caráter educacional, baseada nas premissas informadas por você. Não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. A Aplicação Certa atua como assessoria de investimentos nos termos da Resolução CVM 178.

Como funciona essa conta

Por que você não vê essa cobrança no extrato

No modelo de distribuição brasileiro, o assessor de investimentos não é remunerado por você diretamente. Ele é remunerado pela instituição que fabrica ou distribui o produto que você comprou, e essa remuneração já está dentro do preço do produto. Nenhum valor sai da sua conta corrente, nenhuma linha aparece no extrato — o que aparece é apenas a rentabilidade líquida, já descontada.

É por isso que a maioria dos investidores acha que a assessoria é gratuita. Não é. Ela custa entre 0,5% e 2,5% do patrimônio por ano na média das carteiras brasileiras, dependendo de quais produtos você tem. A diferença é que esse custo é invisível, e o que é invisível não é negociado.

De onde sai a comissão, produto por produto

Cada classe de ativo remunera o distribuidor de um jeito diferente. Entender o mecanismo é o que permite conversar de igual para igual com quem te atende:

  • Fundos de investimento: parte da taxa de administração volta ao distribuidor como rebate — tipicamente entre 30% e 60% da taxa. Num fundo com 2% a.a. de administração, algo entre 0,6% e 1,2% a.a. é receita de distribuição.
  • Previdência privada: rebate da taxa de administração do fundo previdenciário, mais a taxa de carregamento quando o plano tem uma. Planos antigos chegam a 3% de carregamento na entrada.
  • COE e operações estruturadas: o spread de estruturação é cobrado na montagem da operação, geralmente entre 3% e 5% do valor. Como essas operações costumam ser renovadas a cada 18 ou 24 meses, o custo anualizado fica perto de 2% a.a.
  • Renda fixa no mercado secundário: a diferença entre a taxa que a mesa comprou e a taxa que chegou até você. Um spread de 1,5% num papel carregado por dois anos equivale a 0,75% a.a.
  • Renda variável e fundos listados: corretagem por operação. Aqui o custo é proporcional ao giro da carteira, não ao patrimônio — quanto mais a carteira gira, mais a operação custa.
  • Tesouro Direto e caixa: comissão de distribuição próxima de zero. É por isso que raramente são o centro de uma recomendação comissionada.

Um por cento ao ano não é um por cento

O erro mais caro do investidor brasileiro é tratar custo como uma subtração anual. Não é. O dinheiro que saiu como comissão em 2026 não está lá para render em 2027, nem em 2036 — o custo composto ao longo do tempo, exatamente como o juro composto que você espera ganhar.

Num patrimônio de R$ 1 milhão rendendo 11% ao ano por 20 anos, a diferença entre pagar 0,5% e pagar 1,5% de custo total passa de R$ 1,3 milhão. Não é a comissão de um ano multiplicada por vinte: é a comissão mais tudo o que ela deixou de render. O simulador acima mostra esse número para as suas premissas.

O que fazer com o resultado

Saber o número não resolve nada sozinho. O que resolve é usá-lo em três perguntas concretas para quem te atende hoje: qual é a taxa de administração de cada fundo da minha carteira e quanto disso volta para vocês; qual foi o spread de estruturação do último COE que eu comprei; e quanto a minha carteira custou, em reais, nos últimos doze meses.

Um assessor que responde essas três perguntas com números merece a sua confiança, independentemente do modelo de remuneração. Um que desconversa já te deu a resposta que importa.

Conteúdo e premissas revisados em .

Perguntas frequentes

Quanto custa uma assessoria de investimentos no Brasil?

Na prática, entre 0,5% e 2,5% do patrimônio por ano, dependendo de quais produtos compõem a carteira. Carteiras concentradas em Tesouro Direto e ações custam pouco; carteiras com muitos fundos, COE e previdência custam bem mais. O custo não é cobrado da sua conta: ele já vem descontado dentro do produto.

O assessor de investimentos ganha em cima do que eu invisto?

Sim. No modelo comissionado, a remuneração do assessor vem de uma parcela da receita que o produto gera para a instituição — rebate da taxa de administração, spread de estruturação, corretagem. Isso não é irregular: é o modelo padrão de distribuição no Brasil, e a Resolução CVM 178 exige que o assessor informe a forma de remuneração quando questionado.

O que é rebate de fundo de investimento?

É a parte da taxa de administração cobrada pelo fundo que a gestora repassa a quem distribuiu aquele fundo. Num fundo com 2% de taxa de administração ao ano, é comum que entre 0,6% e 1,2% ao ano seja repassado ao distribuidor. Você não vê o rebate no extrato porque a taxa de administração já está descontada da cota.

Qual a diferença entre assessoria comissionada e fee fixo?

No modelo comissionado, quem paga é o produto, e o custo varia conforme o que você tem na carteira. No fee fixo, você paga um percentual acordado sobre o patrimônio, com nota fiscal, e o custo independe dos produtos recomendados. O fee fixo é mais transparente por construção; se é mais barato depende inteiramente da carteira e do percentual acordado — por isso o simulador compara os dois.

Como descobrir quanto estou pagando de verdade?

Peça três coisas por escrito a quem te atende: a lâmina de cada fundo com a taxa de administração e de performance, o spread de estruturação das operações estruturadas que você comprou, e o custo total da carteira em reais nos últimos doze meses. Com esses números, a estimativa do simulador vira a sua conta real.

Trocar de assessor resolve o custo?

Nem sempre. O custo vem majoritariamente dos produtos, não da pessoa. Trocar de assessor mantendo a mesma carteira de fundos caros e COE muda pouco. O que muda o custo é revisar a composição da carteira — e isso pode ser feito com o assessor atual, se ele estiver disposto.

Quer transformar essa simulação em plano?

Um assessor da Aplicação Certa monta a estratégia com os produtos e prazos adequados ao seu perfil.

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