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Existem três caminhos para ter renda depois de parar de trabalhar, e eles não se excluem: o INSS, a previdência privada e uma carteira de investimentos própria. A calculadora abaixo cobre o terceiro caminho — quanto patrimônio e quanto aporte mensal uma renda-alvo exige, em poder de compra de hoje. Antes de rodar a simulação, vale entender o que cada um dos três caminhos cobre e onde eles se complementam.
Ferramentas · As contas do assessor
Calculadora de aposentadoria: quanto você precisa para viver de renda
Você diz a renda que quer receber; a conta devolve o patrimônio e o aporte necessários.
Patrimônio necessário
R$ 2.112.817,08
para receber R$ 10.000 por mês durante 30 anos, em valores de hoje
Aporte mensal necessário
R$ 3.890,21
por 25 anos, além do que você já tem
Juro real necessário
7,86% a.a.
se você aportar R$ 2.000 por mês
Renda vitalícia exigiria
R$ 3.054.611
patrimônio para viver só dos juros, sem consumir o principal
Acumular e depois consumir
25 anos juntando, 30 anos recebendo · 4,00% real ao ano
Aviso legal: A renda e o patrimônio estão em valores de hoje, e a taxa é o juro real — acima da inflação. O cálculo não considera imposto de renda, INSS, outras fontes de aposentadoria nem mudanças no custo de vida. Simulação de caráter educacional, baseada nas premissas informadas por você. Não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. A Aplicação Certa atua como assessoria de investimentos nos termos da Resolução CVM 178.
INSS: uma base, não o plano inteiro
O INSS paga aposentadoria por tempo de contribuição ou por idade, com um teto que cobre uma fatia limitada do padrão de vida de quem ganha acima da média — e as regras de cálculo e o valor do teto mudam com alguma frequência. Para quem tem outras fontes de renda, o caminho mais seguro é tratar o INSS como uma camada de segurança e dimensionar o resto do plano para cobrir o custo de vida sem depender dele.
Previdência privada (PGBL/VGBL): o veículo, não a rentabilidade
PGBL e VGBL são estruturas jurídicas e tributárias, não um investimento com rentabilidade própria: o dinheiro entra numa carteira de fundos escolhida dentro do plano, com uma taxa de administração que compete diretamente com a rentabilidade líquida. As vantagens específicas são a dedução do PGBL no Imposto de Renda (para quem declara pelo modelo completo e contribui até 12% da renda bruta anual) e a sucessão: em muitos estados, o capital sai do inventário e chega aos beneficiários sem ITCMD, o que é relevante para quem já pensa em sucessão além de aposentadoria.
A calculadora de previdência do hub compara PGBL, VGBL e um fundo comum equivalente no líquido, depois de taxas e impostos — é o complemento natural desta página para quem está decidindo entre os três.
Carteira própria: o que esta calculadora responde
A carteira própria — ações, fundos, renda fixa e outros ativos fora de um plano de previdência — não tem a dedução fiscal do PGBL nem, em geral, a mesma vantagem sucessória, mas também não tem taxa de administração de plano nem as regras de resgate da previdência. A calculadora abaixo trabalha com esse caminho: você informa a renda mensal que quer receber (em valores de hoje) e o prazo, e ela devolve o patrimônio necessário e o aporte mensal para chegar lá, com juro real.
Ela mostra dois cenários lado a lado: consumir o patrimônio ao longo de um prazo definido (o saldo chega a zero no fim) ou viver só do rendimento, com o principal intacto para sempre. A renda vitalícia costuma exigir de 30% a 60% mais patrimônio que a versão com prazo — a escolha entre elas é de projeto de vida, não de planilha.
Os três caminhos, juntos
Na prática, a maioria dos planos bons combina os três: o INSS como piso, uma previdência privada pela dedução fiscal e pela sucessão (dentro do limite que faz sentido para o seu perfil tributário), e uma carteira própria para o restante, sem taxa de plano no caminho. A ordem de prioridade e o quanto colocar em cada um dependem da sua faixa de IR, da idade e de quanto patrimônio você já tem — é uma conta que vale fazer com um assessor, porque a resposta certa muda de pessoa para pessoa.
Perguntas frequentes
Quanto preciso ter para me aposentar?
Depende da renda mensal que você quer e de por quanto tempo. Com juro real de 4% ao ano, cada R$ 1.000 de renda mensal vitalícia exige cerca de R$ 300 mil de patrimônio — para R$ 10 mil por mês, cerca de R$ 3 milhões, menos se você aceitar consumir o principal num prazo definido. A calculadora abaixo faz essa conta com os seus números.
INSS, previdência privada ou investir sozinho: o que é melhor?
Não é uma escolha excludente. O INSS é a camada de base (com teto limitado); a previdência privada soma dedução fiscal, no caso do PGBL, e vantagem sucessória em muitos estados; a carteira própria não tem taxa de plano nem regras de resgate específicas. Um plano completo costuma combinar os três, na proporção que faz sentido para a sua faixa de imposto de renda e para a sua idade.
Qual juro real usar para simular a aposentadoria?
Entre 3% e 5% ao ano é a faixa defensável para uma carteira diversificada de longo prazo no Brasil. Acima de 6% real ao ano é otimismo que exige justificativa. Vale rodar a simulação com 3% para ver se o plano ainda funciona num cenário mais conservador.
Devo consumir o patrimônio na aposentadoria ou viver só do rendimento?
As duas opções exigem patrimônios diferentes: viver só do rendimento (principal intacto, para sempre) costuma pedir de 30% a 60% mais patrimônio do que consumir o saldo ao longo de um prazo definido. A escolha depende de quanto você quer deixar de herança e de qual é o seu horizonte — é uma decisão de projeto de vida, e a calculadora mostra os dois números lado a lado.
O que a calculadora de aposentadoria não considera?
Ela não considera imposto de renda sobre o resgate, o INSS, herança, custos de saúde crescentes com a idade nem o risco de um mercado ruim logo nos primeiros anos de retirada. Trate o resultado como um piso de referência, não como o número final do seu plano — cada um desses itens tende a empurrar o patrimônio necessário para cima.
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