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Simulador de previdência privada: PGBL, VGBL ou fundo comum?
A comparação que só faz sentido no líquido: com dedução, com come-cotas e com o IR da saída aplicados.
Melhor rota em 15 anos
PGBL · R$ 1.533.277
R$ 221.880 a mais que VGBL, já líquido de imposto
Gratuito e online. Você não transfere nada.
PGBL · líquido no resgate
R$ 1.533.277
IR de 10% sobre o total · restituição de R$ 9.900 por ano
VGBL · líquido no resgate
R$ 1.311.397
IR de 10% só sobre o rendimento
Fundo comum · líquido no resgate
R$ 1.212.810
R$ 109.908 antecipados em come-cotas ao longo do caminho
Quanto sobraria líquido se você resgatasse hoje
já descontados come-cotas, taxas e o IR da tabela regressiva de cada mês
Aviso legal: A simulação assume tabela regressiva nos dois planos de previdência, fundo comum classificado como longo prazo (come-cotas de 15%) e restituição do PGBL creditada uma vez por ano. A dedução do PGBL só existe para quem entrega a declaração completa e contribui para o INSS ou regime próprio. Portabilidade, tábua atuarial, regime de tributação e a forma de recebimento (renda vitalícia ou resgate) mudam o resultado e devem ser avaliados caso a caso. Simulação de caráter educacional, baseada nas premissas informadas por você. Não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. A Aplicação Certa atua como assessoria de investimentos nos termos da Resolução CVM 178.
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A escolha entre PGBL e VGBL é uma só pergunta
Você entrega declaração de imposto de renda no modelo completo e contribui para o INSS ou para regime próprio de previdência? Se sim, o PGBL entra na conversa. Se não, a resposta é VGBL, e não há muito o que discutir.
O motivo é mecânico. O PGBL permite deduzir da base de cálculo do IR até 12% da sua renda bruta anual tributável, o que gera uma restituição hoje. Em troca, no resgate o imposto incide sobre o valor total — principal e rendimento. O VGBL não deduz nada hoje, mas no resgate o imposto incide apenas sobre o rendimento. Quem declara no modelo simplificado não captura o benefício do PGBL e fica com a desvantagem dele.
O teto de 12% é um teto de verdade
A dedução do PGBL para nos 12% da renda bruta anual tributável. Cada real aportado acima disso não gera restituição nenhuma e ainda será tributado sobre o principal no resgate — é a pior das duas pontas ao mesmo tempo.
Por isso a estrutura eficiente para quem tem renda alta costuma ser uma combinação: PGBL até o teto de 12%, VGBL para o excedente. O simulador acima avisa quando o aporte informado estoura o teto.
Come-cotas: o custo silencioso do fundo comum
Fundos de investimento abertos classificados como de longo prazo sofrem come-cotas: duas vezes por ano, no último dia útil de maio e de novembro, a Receita antecipa 15% sobre o rendimento do período, e o valor sai do fundo em cotas.
O problema não é a alíquota — no resgate ela seria cobrada de qualquer forma. O problema é o momento. O imposto antecipado deixa de render pelo resto do prazo, e esse efeito composto ao longo de 15 ou 20 anos é o que faz a previdência superar o fundo comum mesmo com taxa de administração parecida. Planos de previdência não têm come-cotas: o imposto só é cobrado no resgate.
Regressiva ou progressiva: uma escolha quase irreversível
Ao contratar o plano você escolhe o regime de tributação. Na tabela regressiva, a alíquota começa em 35% e cai 5 pontos a cada dois anos até chegar a 10% depois de dez anos, contados de cada aporte. Na progressiva, o resgate entra na tabela do IR como renda, com alíquota de até 27,5%, e há retenção de 15% na fonte com ajuste na declaração.
Para acumulação de longo prazo, a regressiva quase sempre vence — 10% é uma alíquota difícil de bater. A progressiva faz sentido para quem pretende resgatar em prazo curto, ou para quem receberá uma renda mensal baixa o suficiente para cair nas primeiras faixas. Atenção: migrar de progressiva para regressiva é permitido, mas o prazo é contado do zero; o caminho inverso não existe.
Esta conta faz parte do nosso serviço de Previdência privada, Planejamento sucessório, Gestão de patrimônio.
Conteúdo e premissas revisados em .
Perguntas frequentes
PGBL ou VGBL: qual é melhor?
PGBL é melhor para quem declara IR no modelo completo, contribui para o INSS e aporta até 12% da renda bruta anual — a restituição antecipada, se reinvestida, mais do que compensa o imposto sobre o total no resgate. VGBL é melhor para todos os outros casos: declaração simplificada, isentos, e para o valor que excede o teto de 12%.
Qual a diferença entre PGBL e VGBL no imposto?
No PGBL, o IR do resgate incide sobre o valor total acumulado, principal e rendimento. No VGBL, incide apenas sobre o rendimento. Em compensação, só o PGBL permite deduzir os aportes da base de cálculo do IR, até 12% da renda bruta anual tributável.
O que é come-cotas e a previdência tem?
Come-cotas é a antecipação semestral de imposto de renda em fundos abertos, cobrada em maio e novembro à alíquota de 15% para fundos de longo prazo. Planos de previdência, PGBL e VGBL, não têm come-cotas: o imposto só é recolhido no resgate, e o dinheiro que seria antecipado continua rendendo.
Previdência privada vale a pena?
Vale quando três condições se somam: prazo longo, taxa de administração competitiva e o regime de tributação certo. Um plano com 2% a.a. de taxa de administração e taxa de carregamento destrói qualquer vantagem tributária. Um plano com taxa baixa, tabela regressiva e horizonte acima de dez anos costuma superar o fundo comum equivalente pelo efeito do come-cotas e pelas vantagens sucessórias.
Quanto posso deduzir de PGBL no imposto de renda?
Até 12% da sua renda bruta anual tributável, desde que você entregue a declaração no modelo completo e contribua para o INSS ou regime próprio. Aportes acima desse limite não geram dedução e devem ir para um VGBL.
Posso trocar de PGBL para VGBL?
Não. A portabilidade entre planos é livre dentro da mesma modalidade — de PGBL para PGBL, de VGBL para VGBL, inclusive entre seguradoras diferentes — mas não é possível converter uma modalidade na outra. A escolha entre PGBL e VGBL é feita na contratação e vale para aquele plano.
A previdência privada entra no inventário?
Em regra não. PGBL e VGBL são pagos diretamente aos beneficiários indicados na apólice, sem passar pelo inventário, o que dá liquidez à família em dias em vez de anos. A incidência de ITCMD sobre VGBL é discutida judicialmente e o tratamento varia por estado — vale confirmar a regra do seu.
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