Situação ilustrativa, baseada em casos comuns no mercado. Os detalhes foram alterados e não descrevem uma pessoa específica.
Quando a dívida fica maior que o investimento
A situação
Uma médica veterinária de 49 anos tomou R$ 200 mil emprestados para aplicar num produto de capital protegido com prazo de dois anos. O produto pagaria uma parte da alta de um índice estrangeiro. O empréstimo foi estruturado para ser pago de uma vez no fim, junto com os juros.
No vencimento, o índice tinha caído. A proteção funcionou: ela recebeu de volta os R$ 200 mil aplicados, sem ganho. Só que a dívida não ficou parada. Com juros de 1% ao mês, R$ 200 mil viram cerca de R$ 254 mil em 24 meses. Ela saiu da operação devendo perto de R$ 54 mil a mais do que recebeu, e precisou resgatar outros investimentos para quitar.
Como se chega a ela
A palavra "protegido" passa a ideia de risco zero. Mas a proteção vale para o capital aplicado, não para a dívida usada para aplicar. Juros compostos trabalham todos os meses; o produto só entrega no vencimento, e pode entregar apenas o que foi colocado.
Também pesa o prazo: quanto mais longo o empréstimo, mais a dívida se afasta do valor original. Uma operação desenhada para dar certo num cenário específico vira um prejuízo certo em todos os outros.
O que conferir na sua carteira
- Quanto a sua dívida vale hoje, com os juros acumulados, e quanto vai valer no vencimento.
- Quanto o produto devolve no pior cenário, e se esse valor cobre a dívida.
- Se os juros são pagos todo mês ou acumulados para o fim.
- Se há outros investimentos que você teria de vender para quitar.
- Se faz sentido quitar o crédito antes, mesmo com o produto ainda aplicado.
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