Situação ilustrativa, baseada em casos comuns no mercado. Os detalhes foram alterados e não descrevem uma pessoa específica.
Quase toda a carteira travada e a necessidade de pegar empréstimo
A situação
Um empresário do setor de transportes, de 61 anos, tinha cerca de R$ 1,6 milhão investidos. Perto de 85% estavam em produtos com vencimento entre três e seis anos: títulos sem liquidez diária, produtos estruturados e um fundo com resgate demorado. Tudo pagava taxas atraentes no papel.
Um aperto no caixa da empresa pediu R$ 200 mil em poucas semanas. Com liquidez de verdade, havia pouco mais de R$ 60 mil. Vender os títulos antes do vencimento significaria aceitar desconto. A saída escolhida foi um empréstimo, com juros bem acima do que a carteira rendia. Ele tinha patrimônio de sobra, e mesmo assim pagou caro para ter dinheiro.
Como se chega a ela
Cada produto, isoladamente, fazia sentido: prazo maior, taxa maior. O problema é a soma. Ninguém olhou a carteira inteira e perguntou quanto precisava estar disponível para a vida e para a empresa. Não havia reserva, e os vencimentos não estavam escalonados.
É um padrão comum em quem tem empresa: o caixa da empresa e o patrimônio pessoal se misturam, e qualquer imprevisto de um lado bate no outro.
O que conferir na sua carteira
- Qual percentual da sua carteira vira dinheiro em até cinco dias.
- Um mapa com a data em que cada aplicação fica livre.
- Se existe uma reserva separada para imprevistos pessoais e outra para a empresa.
- Se os vencimentos estão espalhados ou concentrados nos mesmos anos.
- Quanto custaria sair antes de cada produto, caso fosse preciso.
Quer conferir isso na sua carteira?
Peça o Raio-X da Carteira. A gente olha quanto você paga, o que está travado, quanto da carteira tem liquidez e quanto ela rende comparado ao CDI. É gratuito, online e você não precisa transferir nada.
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