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Quanto preciso guardar por mês para chegar lá?

Você define a meta e o prazo; a conta devolve o aporte mensal necessário.

R$ 1.0 mi
R$ 10 milR$ 10M
15 anos
1 ano40 anos
R$ 20 mil
R$ 0R$ 2M
10,00% a.a.
4%20%

Aporte mensal necessário

R$ 4.310,26

por 15 anos, a 10,00% ao ano, para chegar a R$ 1.800.944

Total aportado

R$ 795.847

capital inicial + aportes do período

Vem de rendimento

R$ 1.005.096

56% do valor final

Meta corrigida pela inflação

R$ 1.800.944

R$ 1.000.000 de hoje a 4,00% a.a. por 15 anos

Se começar 5 anos depois

R$ 8.751,30

por mês, em 10 anos, para a mesma meta na mesma data

Do aporte à meta

10,00% ao ano · aporte no fim de cada mês

O mesmo objetivo em outros prazos

meta de R$ 1.000.000 de hoje, capital inicial e rentabilidade iguais

  • 5 anosmeta R$ 1.216.653R$ 15.470,53/mês
  • 10 anosmeta R$ 1.480.244R$ 7.146,71/mês
  • 15 anosmeta R$ 1.800.944R$ 4.310,26/mês
  • 20 anosmeta R$ 2.191.123R$ 2.863,27/mês
  • 30 anosmeta R$ 3.243.398R$ 1.403,12/mês

Aviso legal: A rentabilidade é definida por você e deve ser informada líquida de custos e imposto; ela não representa o retorno de nenhum produto específico. A correção pela inflação usa a taxa que você informou, constante ao longo do prazo. Simulação de caráter educacional, baseada nas premissas informadas por você. Não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. A Aplicação Certa atua como assessoria de investimentos nos termos da Resolução CVM 178.

Essa conta, com os seus números

Quer que um assessor refaça essa simulação com a sua carteira real?

O simulador usa premissas médias. Um assessor da Aplicação Certa roda a mesma conta com os seus produtos, custos e impostos de verdade, numa conversa de 30 minutos, sem custo e sem compromisso.

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Como funciona essa conta

Começar cedo pesa mais do que acertar a taxa

Quase todo mundo que procura esta conta chega com a pergunta errada na cabeça: "qual investimento rende mais?". A pergunta que decide o resultado é outra: "quantos anos eu tenho?". Para chegar a R$ 1 milhão partindo do zero, quem tem 30 anos de prazo precisa guardar cerca de R$ 485 por mês a 10% ao ano. Quem tem 20 anos precisa de R$ 1.392. Quem tem 10 anos precisa de R$ 5.003. O prazo caiu pela metade duas vezes; o aporte subiu mais de dez vezes.

Agora compare isso com o efeito da taxa. Em 15 anos, a diferença entre 8% e 12% ao ano é a diferença entre R$ 2.962 e R$ 2.121 por mês. É relevante, mas é uma diferença de 40%, e para capturá-la você precisaria aceitar mais risco durante 15 anos. Quinze anos a mais de prazo, por outro lado, cortam o aporte de R$ 2.510 para R$ 485 sem exigir um ponto percentual a mais de rentabilidade. Quem começa a guardar aos 25 com 8% ao ano (R$ 710 por mês por 30 anos) termina precisando de menos do que quem começa aos 35 e acerta 12% (R$ 1.097 por mês por 20 anos).

A razão é que o juro composto não é uma linha reta. Nos primeiros anos o rendimento é pequeno porque o saldo é pequeno; o crescimento de verdade acontece na segunda metade do prazo, em cima de um saldo que os aportes da primeira metade construíram. Cada ano que você adia é um ano retirado do fim da curva, onde ela é mais íngreme — e não do começo, onde ela quase não sobe.

A conta do aporte, em português

A calculadora faz três passos. Primeiro, descobre quanto o seu capital inicial vai virar sozinho até a data-alvo, só com a rentabilidade informada. Segundo, subtrai esse valor da meta: o que sobra é o que os aportes precisam construir. Terceiro, divide essa diferença não pelo número de meses, mas por um fator que considera que cada aporte também rende desde o dia em que entra. O primeiro aporte rende por todo o prazo; o último não rende nada. O fator é a soma de todos esses rendimentos parciais, e é ele que faz o aporte necessário ser bem menor do que "meta dividida por meses".

Com as premissas padrão da ferramenta, a conta fica assim: meta de R$ 1 milhão de hoje, corrigida por 4% de inflação ao longo de 15 anos, vira R$ 1,80 milhão. Os R$ 20 mil iniciais, a 10% ao ano, chegam a cerca de R$ 83 mil. Falta R$ 1,72 milhão para os aportes construírem em 180 meses, o que dá R$ 4.310 por mês. No total, você terá colocado R$ 796 mil do bolso; os outros R$ 1 milhão vêm de rendimento.

Dois detalhes de convenção importam. Os aportes entram no fim de cada mês, e a taxa anual é convertida para mensal por equivalência composta, não por divisão: 10% ao ano são 0,797% ao mês, e não 0,833%. Dividir por doze parece inofensivo, mas em 15 anos a diferença no aporte necessário passa de R$ 150 por mês. Se o seu capital inicial já chega à meta sozinho, a ferramenta responde "Nenhum" e mostra quanto ele vai virar.

Quanto guardar por mês para ter 1 milhão

A pergunta mais buscada merece resposta direta. Os números abaixo partem do zero, usam 10% ao ano líquidos e não corrigem a meta pela inflação — ou seja, é R$ 1 milhão nominal na data-alvo. Logo abaixo, o que muda quando a correção entra.

  • Em 10 anos: R$ 5.003 por mês. Você aporta R$ 600 mil; R$ 400 mil vêm de rendimento.
  • Em 15 anos: R$ 2.510 por mês. Você aporta R$ 452 mil; R$ 548 mil vêm de rendimento.
  • Em 20 anos: R$ 1.392 por mês. Você aporta R$ 334 mil; R$ 666 mil vêm de rendimento.
  • Em 30 anos: R$ 485 por mês. Você aporta R$ 175 mil; R$ 825 mil vêm de rendimento.
  • Com R$ 20 mil de capital inicial, os aportes caem para R$ 4.744, R$ 2.300, R$ 1.205 e R$ 316, respectivamente.
  • Corrigindo a meta por 4% de inflação ao ano (R$ 1 milhão de hoje, com os mesmos R$ 20 mil iniciais): R$ 7.147 em 10 anos, R$ 4.310 em 15, R$ 2.863 em 20 e R$ 1.403 em 30.

O erro de ignorar a inflação

Repare na última linha da lista acima: o aporte para R$ 1 milhão em 30 anos vai de R$ 316 para R$ 1.403 quando a meta é corrigida pela inflação. Não é um detalhe técnico. Com 4% de inflação ao ano, R$ 1 milhão daqui a 30 anos compra o que R$ 308 mil compram hoje. Quem planeja "ter 1 milhão" sem corrigir está, na prática, planejando ter pouco mais de R$ 300 mil em poder de compra — e só vai descobrir na chegada.

Por isso a ferramenta corrige a meta por padrão. Você informa o valor em reais de hoje, porque é nesses reais que você sabe o que quer comprar: um apartamento, uma renda, a faculdade dos filhos. A calculadora multiplica esse valor por (1 + inflação) elevado ao número de anos e passa a mirar o número corrigido. O aporte que ela devolve é nominal e constante: o mesmo valor em reais, do primeiro ao último mês. Como a sua renda tende a crescer com a inflação, esse aporte fixo vai ficando proporcionalmente mais leve ao longo do tempo.

Se preferir pensar em reais nominais, o interruptor em "Ajustar premissas" desliga a correção. Vale fazer o exercício nas duas versões. A diferença entre elas é exatamente o tamanho do erro que a maioria das planilhas caseiras carrega.

Onde 10% ao ano líquidos é realista, e onde não é

A rentabilidade padrão da ferramenta é 10% ao ano, e o rótulo diz "líquida, acima de custos e IR" por um motivo: a taxa que aparece no material de um produto é bruta, e o que chega ao seu bolso é outra coisa. Um título que paga 12% ao ano antes do imposto entrega cerca de 10,2% depois dos 15% de IR da tabela regressiva, e menos ainda se houver taxa de custódia ou de administração no caminho. Um fundo com 2% de administração precisa render 12% brutos para entregar 10% antes do imposto — e cerca de 8,5% depois dele.

Como referência de ordem de grandeza, não de previsão: com o CDI historicamente entre 10% e 14% ao ano no Brasil recente, 10% líquidos exigem uma carteira que capture a maior parte da taxa básica com pouco custo, ou que assuma algum risco de crédito ou de mercado. Em períodos de juro baixo, como 2020 e 2021, o CDI ficou perto de 2% ao ano, e 10% líquidos só vieram com risco relevante. Uma carteira diversificada de longo prazo tende a ficar entre esses extremos; uma poupança não chega perto.

A conduta honesta é rodar a simulação em três cenários — 7%, 10% e 12% — e ver o quanto o plano aguenta o pior deles. Se o aporte só fecha a 14% ao ano, o problema não é escolher o produto certo; é o prazo ou a meta. Nenhuma simulação aqui recomenda um investimento específico: ela mostra a conta, e a escolha de carteira depende do seu perfil, do seu horizonte e do que você já tem.

Quando o aporte necessário não cabe no orçamento

Acontece com frequência, e não é motivo para desistir da conta: é motivo para mexer em uma das três alavancas que a ferramenta oferece. A primeira é o prazo. Com as premissas padrão, passar de 15 para 20 anos derruba o aporte de R$ 4.310 para R$ 2.863 por mês, uma queda de um terço por cinco anos a mais. A tabela "O mesmo objetivo em outros prazos" mostra esse efeito para cinco horizontes de uma vez.

A segunda alavanca é a meta. Metade da meta é, para prazo e capital inicial iguais, um pouco menos da metade do aporte: R$ 500 mil de hoje em 15 anos pedem R$ 2.050 por mês contra R$ 4.310 para R$ 1 milhão. Às vezes a meta veio de um número redondo, e não de uma necessidade real — vale perguntar de onde ele saiu antes de persegui-lo.

A terceira é o capital inicial. Quem tem R$ 100 mil aplicados em vez de R$ 20 mil precisa de R$ 3.472 por mês em vez de R$ 4.310 para a mesma meta em 15 anos. Um décimo terceiro, uma restituição, a venda de um bem parado: qualquer entrada única no começo vale mais do que o mesmo valor dividido em parcelas, porque rende durante o prazo inteiro. E a quarta alavanca, que a ferramenta não mostra mas o card "Se começar 5 anos depois" deixa claro, é a mais barata de todas: começar agora com o que cabe, mesmo que seja menos que o necessário, e ajustar o aporte quando a renda subir.

Conteúdo e premissas revisados em .

Perguntas frequentes

Quanto guardar por mês para ter 1 milhão?

Partindo do zero, a 10% ao ano líquidos e sem corrigir pela inflação: R$ 5.003 por mês em 10 anos, R$ 2.510 em 15, R$ 1.392 em 20 e R$ 485 em 30. Se a meta for R$ 1 milhão em poder de compra de hoje, com 4% de inflação ao ano, os valores sobem para R$ 7.147, R$ 4.310, R$ 2.863 e R$ 1.403 (com R$ 20 mil de capital inicial). A calculadora recalcula tudo para o seu prazo e a sua taxa.

Quanto tempo leva para juntar 100 mil?

A 10% ao ano líquidos, partindo do zero: cerca de 10 anos guardando R$ 500 por mês, pouco mais de 6 anos com R$ 1.000 e cerca de 3 anos e meio com R$ 2.000. Se o prazo é que está fixo, a conta inverte: R$ 100 mil em 5 anos exigem R$ 1.306 por mês; em 3 anos, R$ 2.409. Coloque R$ 100 mil na meta e mova o prazo para ver o aporte mudar.

Quanto investir por mês para ter 10 mil de renda?

Primeiro é preciso saber o patrimônio que sustenta essa renda. Com juro real de 4% ao ano, R$ 10 mil por mês vitalícios exigem cerca de R$ 3 milhões em valores de hoje; menos, se você aceitar consumir o principal num prazo definido. Esse é o trabalho da ferramenta "Quanto preciso para viver de renda?", que devolve o patrimônio e o aporte de uma vez. Depois, você pode trazer o patrimônio-alvo para esta calculadora e testar prazos e taxas.

É melhor guardar por mês ou investir tudo de uma vez?

Se o dinheiro já existe, investir de uma vez rende mais, porque cada real fica aplicado pelo prazo inteiro. Para R$ 1 milhão em 15 anos a 10% ao ano, bastariam cerca de R$ 239 mil hoje, contra R$ 2.510 por mês, que somam R$ 452 mil ao longo do período. Na prática, a maioria das pessoas não tem o montante e o aporte mensal é o único caminho. O erro é esperar juntar um valor grande para começar: o que o aporte mensal tem de melhor é o tempo, e ele só começa a contar quando o primeiro depósito entra.

Qual rentabilidade usar na simulação?

Use a taxa líquida, depois de custos e imposto de renda, e não a taxa bruta do material do produto. Para uma carteira diversificada de longo prazo no Brasil, algo entre 8% e 11% ao ano líquidos é uma faixa defensável para planejamento; acima de 12% é otimismo que exige justificativa. Rode a simulação com 7% para ver se o plano aguenta um cenário pior. Nenhuma taxa é garantida, e a simulação não é recomendação de investimento.

E se eu não conseguir o aporte necessário?

Mexa nas três alavancas, nesta ordem: prazo, meta e capital inicial. Com as premissas padrão, cinco anos a mais cortam o aporte em cerca de um terço; metade da meta corta o aporte quase pela metade; uma entrada única de R$ 80 mil a mais reduz o aporte em cerca de R$ 840 por mês em 15 anos. E comece com o que cabe hoje: o card "Se começar 5 anos depois" mostra que adiar o início é o que mais encarece o plano.

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