Ferramentas · As contas do assessor
Quanto guardar na reserva de emergência?
Quantos meses de custo de vida guardar, quanto falta e em quanto tempo você completa.
Renda irregular pede mais meses: não há aviso prévio nem seguro-desemprego.
Cada dependente soma um mês à meta.
Sua reserva de emergência
R$ 36.000
6 meses × R$ 6.000 de custo de vida
Meses recomendados
6 meses
6 meses pela fonte de renda (renda previsível, com FGTS e seguro-desemprego)
Quanto falta
R$ 31.000
você já tem R$ 5.000
Completa em
2,7 anos
com R$ 800 por mês em Tesouro Selic
Rendimento mensal da reserva completa
R$ 321
Tesouro Selic · 11,2% a.a. líquido
Poupança custa por ano
R$ 1.784
o que a reserva deixa de render na poupança em vez do Tesouro Selic
Evolução até completar
saldo mês a mês em Tesouro Selic versus a meta · limitado a 60 meses
Aviso legal: Rendimentos líquidos estimados com CDI de 14,90% a.a. e IR de 22,5% (primeira faixa da tabela regressiva), sem IOF; o Tesouro Selic considera 0,20% a.a. de custódia da B3 e o fundo DI 0,3% a.a. de administração, sem come-cotas. A poupança segue a regra vigente (0,5% a.m. + TR com Selic acima de 8,5% a.a.). Os meses recomendados são uma referência de planejamento, não uma regra. Simulação de caráter educacional, baseada nas premissas informadas por você. Não constitui recomendação, oferta ou promessa de rentabilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. A Aplicação Certa atua como assessoria de investimentos nos termos da Resolução CVM 178.
Essa conta, com os seus números
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Como funciona essa conta
O que a reserva de emergência cobre — e o que não cobre
Reserva de emergência é dinheiro parado de propósito. Ela existe para uma única função: pagar o custo de vida quando a renda para ou quando aparece uma despesa que não cabe no mês. Demissão, doença que tira você do trabalho, conserto do carro que você usa para trabalhar, uma viagem de urgência. Nessas horas, quem não tem reserva vende investimento no pior momento, parcela no cartão a 12% ao mês ou pega empréstimo a 3%. A reserva é o que impede essa conta.
O que ela não cobre: troca de celular, viagem de férias, entrada do carro, Black Friday. Tudo isso é previsível e deve ter caixa próprio. Também não cobre a oportunidade de investimento "imperdível": reserva não vai para ação, fundo imobiliário ou cripto, por mais barato que pareça. Se ela é usada para outra coisa, deixa de ser reserva e volta a ser zero no dia em que a emergência de verdade chegar.
A medida da reserva é o custo de vida, não a renda. Quem ganha R$ 12 mil e gasta R$ 6 mil precisa cobrir os R$ 6 mil. O que entra na conta: moradia, alimentação, transporte, saúde, escola, parcelas que não podem atrasar. O que não entra: o que você cortaria no primeiro mês de aperto. Calcule o número enxuto — é o que vai ser gasto numa emergência de verdade.
Quantos meses guardar, por perfil
A regra de bolso fala em 3 a 6 meses. Ela está certa para quem tem renda previsível e errada para todo o resto. O que define o número é quanto tempo você leva para repor a renda se ela parar, e isso depende da fonte.
Um autônomo ou PJ precisa do dobro de um CLT por três motivos que se somam. Primeiro, não tem aviso prévio nem seguro-desemprego: quando o cliente vai embora, a renda zera no mesmo mês. Segundo, a renda já oscila no normal — um trimestre fraco não é emergência, mas come a reserva do mesmo jeito. Terceiro, a recolocação é mais lenta: não há vaga para candidatar, há carteira para reconstruir. Doze meses não é exagero; é o tempo médio de reconstruir uma carteira de clientes.
Dependentes somam meses. Cada pessoa que depende da sua renda aumenta o custo fixo e reduz a margem para cortar despesa numa crise — escola e plano de saúde não se cancelam de um mês para o outro. A calculadora acima soma um mês por dependente, dois a partir de dois. Nas premissas padrão (custo de vida de R$ 6 mil, CLT, sem dependentes), a meta é de 6 meses, ou R$ 36 mil. O mesmo custo de vida para um autônomo com dois dependentes dá 14 meses, ou R$ 84 mil.
- CLT, com ou sem estabilidade: 6 meses — o aviso prévio, o FGTS e o seguro-desemprego cobrem parte do baque.
- Autônomo ou PJ: 12 meses — sem rede de proteção e com recolocação lenta.
- Empresário: 12 meses — a renda pessoal para junto com o caixa da empresa, e costuma parar antes.
- Aposentado ou quem vive de renda passiva: 3 meses — a renda continua; a reserva cobre despesa extraordinária, não falta de renda.
- Cada dependente: +1 mês (dois ou mais: +2).
Onde deixar a reserva (e onde não deixar)
Três critérios, e nenhum deles é rentabilidade: liquidez em D+0 ou D+1, sem marcação a mercado relevante e sem taxa de saída. A reserva precisa virar dinheiro na conta em um dia útil, valer hoje pelo menos o que valia ontem e não perder um pedaço na retirada. Três classes de produto passam nesse filtro.
Tesouro Selic: título público, resgate em D+1, acompanha a Selic, sem risco de crédito privado. Custo de custódia da B3 de 0,20% ao ano, isento até R$ 10 mil. CDB de liquidez diária pagando 100% do CDI ou mais: resgate em D+0 na maioria das plataformas, garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição — abaixo de 100% do CDI não vale a pena, porque o Tesouro Selic entrega isso sem risco do emissor. Fundo DI de taxa baixa: até 0,3% ao ano de administração e resgate em D+0 ou D+1; acima disso a taxa come a diferença para a Selic, e ainda há come-cotas.
Onde não deixar: poupança (rende 6,3% ao ano contra 11,2% líquidos do Tesouro Selic com CDI de 14,9%), CDB com prazo ou carência (o dinheiro não sai quando precisa), ações e fundos imobiliários (podem valer 30% menos no dia em que você precisar), previdência (resgate lento e IR de até 35% na tabela regressiva), cripto (pelos mesmos motivos das ações, piorados). A reserva não precisa render bem. Precisa estar lá.
A ordem: dívida cara, reserva, depois investimento
Reserva vem antes de qualquer investimento. Não adianta começar uma carteira de ações e, na primeira emergência, vender no fundo para pagar o conserto do carro. Mas ela não vem antes de uma dívida cara. Cartão rotativo a 12% ao mês ou cheque especial a 8% ao mês custam dez vezes o que a reserva rende. Quitar essa dívida é a aplicação de maior retorno disponível, e a única cujo retorno você conhece de antemão: é o juro que deixa de pagar.
A exceção é ter zero de colchão enquanto quita. Um mês de custo de vida guardado — R$ 6 mil nas premissas padrão — evita que o próximo imprevisto volte para o cartão e anule o esforço. Então a sequência é: um mês de colchão, dívida cara zerada, reserva completa, e só então carteira de longo prazo. Dívida barata, como financiamento imobiliário a 10% ao ano, não precisa ser quitada antes da reserva: o rendimento da reserva fica perto disso e a liquidez vale mais.
Durante a montagem, a reserva tem prioridade sobre aporte em previdência, tesouro IPCA ou ações, mesmo que estes pareçam render mais. Um aporte de R$ 800 por mês em ações sem reserva tem retorno esperado maior e risco de ser resgatado no pior momento. O mesmo aporte na reserva rende cerca de 11% ao ano líquidos nas premissas padrão e remove esse risco da mesa.
Como montar em fases: 3, 6, depois 12 meses
Meta de 12 meses de custo de vida assusta e paralisa. Com R$ 6 mil de custo de vida e R$ 800 por mês, R$ 72 mil leva 61 meses nas premissas padrão, mais de 5 anos. A pessoa olha o número, conclui que não dá e não começa. A solução é dividir em etapas com prazos que cabem na cabeça.
Primeira etapa: 3 meses. Com R$ 5 mil já guardados e R$ 800 por mês no Tesouro Selic, os R$ 18 mil ficam prontos em 15 meses. Segunda: 6 meses, R$ 36 mil, que o mesmo aporte alcança em 32 meses contados do início. Terceira, para quem precisa: 12 meses. Cada etapa concluída já reduz o risco real — alguém com 3 meses guardados já não precisa do cartão para um conserto de R$ 4 mil.
O aporte importa mais que o rendimento nessa fase. Partindo do zero com R$ 500 por mês, os R$ 36 mil levam 56 meses; com R$ 1.000, 32 meses; com R$ 1.500, 22 meses. A diferença entre Tesouro Selic e poupança no mesmo prazo é de três meses (32 contra 35). Ou seja: escolher o lugar certo vale, mas dobrar o aporte vale muito mais. Quando a calculadora acima mostra prazo acima de 36 meses, ela sugere começar pelos 3 meses — e a diferença costuma estar em renegociar o que está sobrando no orçamento, não em achar um produto melhor.
Quanto rende uma reserva de R$ 36 mil
Com CDI de 14,9% ao ano e IR de 22,5% (a alíquota de prazo curto, porque a reserva pode sair a qualquer momento), R$ 36 mil no Tesouro Selic rendem cerca de R$ 321 por mês líquidos, ou R$ 4.043 por ano, descontada a custódia da B3. Num CDB de liquidez diária a 100% do CDI: R$ 325 por mês, R$ 4.097 por ano. Num fundo DI com taxa de 0,3%: R$ 319 por mês, R$ 4.016 por ano. Os três ficam a menos de R$ 100 por ano um do outro — a escolha entre eles é por conveniência e garantia, não por rendimento.
Na poupança, os mesmos R$ 36 mil rendem R$ 183 por mês, R$ 2.258 por ano. A diferença para o Tesouro Selic é de R$ 1.784 por ano. Em dez anos de reserva parada — e ela fica parada, é o propósito — são mais de R$ 17 mil deixados na mesa, sem contar o efeito composto. A poupança tem a mesma liquidez e a mesma segurança das alternativas, e rende 56% do que elas rendem.
Esses números mudam com o CDI. Com Selic a 10%, o rendimento líquido cai para algo próximo de 7,6% ao ano, e a vantagem sobre a poupança encolhe. Use o campo de CDI nas premissas da calculadora para ver o cenário atual. A ordem dos produtos não muda; só o tamanho da diferença.
Conteúdo e premissas revisados em .
Perguntas frequentes
Quantos meses de reserva de emergência eu preciso ter?
Depende da fonte de renda. CLT: 6 meses de custo de vida. Autônomo, PJ ou empresário: 12 meses, porque não há seguro-desemprego nem aviso prévio e a recolocação é mais lenta. Aposentado ou quem vive de renda passiva: 3 meses. Cada dependente soma um mês. A base é o custo de vida enxuto, não a renda.
Quanto de reserva de emergência um autônomo precisa?
Doze meses de custo de vida. Um autônomo com gasto mensal de R$ 6 mil precisa de R$ 72 mil; com dois dependentes, 14 meses, ou R$ 84 mil. É o dobro de um CLT porque a renda zera sem aviso, já oscila no normal e leva mais tempo para ser reconstruída. Monte em etapas: 3 meses primeiro, depois 6, depois 12.
Onde investir a reserva de emergência?
Em produtos com resgate em D+0 ou D+1, sem oscilação de preço e sem taxa de saída: Tesouro Selic, CDB de liquidez diária a pelo menos 100% do CDI com cobertura do FGC, ou fundo DI com taxa de administração de até 0,3% ao ano. Os três rendem perto de 11% ao ano líquidos com CDI de 14,9%. Ações, fundos imobiliários, previdência, CDB com prazo e cripto não servem.
Posso deixar a reserva de emergência na poupança?
Pode, mas custa caro. Com CDI de 14,9% ao ano, R$ 36 mil na poupança rendem R$ 2.258 por ano, contra R$ 4.043 no Tesouro Selic já descontado o IR: R$ 1.784 a menos por ano pela mesma liquidez e segurança. A poupança só empata quando a Selic cai abaixo de 8,5% ao ano, e mesmo assim perde para o Tesouro Selic.
Devo montar a reserva de emergência ou quitar a dívida primeiro?
Guarde um mês de custo de vida como colchão, quite a dívida cara (cartão rotativo, cheque especial, crediário acima de 3% ao mês) e só então complete a reserva. Essas dívidas custam dez vezes o que a reserva rende. Dívida barata, como financiamento imobiliário a 10% ao ano, não precisa ser quitada antes da reserva.
Quanto guardar por mês para montar a reserva de emergência?
Comece pelo que cabe e divida em etapas. Partindo do zero, para R$ 36 mil no Tesouro Selic: R$ 500 por mês levam 56 meses; R$ 1.000, 32 meses; R$ 1.500, 22 meses. A meta intermediária de 3 meses (R$ 18 mil) com R$ 800 por mês e R$ 5 mil iniciais fica pronta em 15 meses. O aporte pesa muito mais que o rendimento nessa fase.
Continue a conta
As três perguntas que costumam vir logo depois desta.
Quanto rende por mês?
Poupança, CDB, LCI/LCA, Tesouro Selic e fundo DI lado a lado, no líquido mensal.
Quanto preciso guardar por mês para chegar lá?
Você define a meta e o prazo; a conta devolve o aporte mensal necessário.
Calculadora de renda fixa
CDB, LCI/LCA, prefixado e bond em dólar, comparados no líquido.
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