Situação ilustrativa, baseada em casos comuns no mercado. Os detalhes foram alterados e não descrevem uma pessoa específica.
Pagar juros de crédito mais altos do que o rendimento do dinheiro dado em garantia
A situação
Uma gestora de recursos humanos de 48 anos precisava de R$ 120 mil para a reforma da casa. Tinha cerca de R$ 150 mil aplicados em renda fixa. Ouviu que não era uma boa ideia mexer no investimento, e a alternativa oferecida foi um crédito com a própria aplicação como garantia.
A conta mensal ficou assim, num exemplo arredondado: com juros de 1,6% ao mês, a dívida de R$ 120 mil custava perto de R$ 1.900 por mês. A aplicação de R$ 150 mil, rendendo perto de 1% ao mês líquido, gerava cerca de R$ 1.500. Ela perdia em torno de R$ 400 por mês para manter um investimento que, na prática, não podia usar, porque estava bloqueado como garantia.
Como se chega a ela
"Não mexa no investimento" soa como prudência. Mas investimento existe para ser usado quando a vida pede. Quando o crédito custa mais do que a aplicação rende, manter os dois é pagar para ter dinheiro parado.
Há casos em que o crédito faz sentido: um prazo muito curto, uma aplicação que perderia muito se resgatada agora, um benefício fiscal relevante. O que não faz sentido é decidir sem comparar as duas taxas.
O que conferir na sua carteira
- A taxa de juros de cada crédito que você tem, ao mês e ao ano.
- Quanto rende, líquido, o investimento dado em garantia.
- Quanto custaria resgatar a garantia e quitar a dívida, incluindo imposto e eventual carência.
- Por quanto tempo a dívida vai durar, e quanto ela custa no total.
- Se a garantia bloqueada era a sua reserva para imprevistos.
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